Nutrição e Doenças Ortopédicas  
     
 

Pesquisando sempre artigos que possam enriquecer e melhorar a criação do FILA BRASILEIRO extraimos do texto de Daniel Richardson e Phillip W Toll (Veterinary Clinical Nutrition, Volume 4, Number 1, 1997, Published by Veterinary Practice Publishing Company, P.O. Box 4457, Santa Barbara, CA 93140) a síntese abaixo, caso você tenha alguma literatura que possa acrescentar o assunto mande para fila@passodotrem.com.br que teremos o prazer de divulgar também.

Relação entre Nutrição e Desenvolvimento de Doenças Ortopédicas em Cães Jovens

Daniel Richardson & Phillip W Toll

Introdução:

 

O sistema muscular-ortopédico muda constantemente ao longo da vida. Estas mudanças são mais rápidas durante o primeiro semestre de vida e ficam mais lentas com a maturidade do esqueleto (cerca 12 meses para a maioria das raças).  O sistema ortopédico é mais susceptível a agressões físicas e metabólicas durante os primeiros 12 meses por causa da elevada atividade metabólica.   A manifestação física destes resultados podem ser incapacitação (aleijões) e/ou alteração do crescimento. Ambos podem afetar a locomoção e a saúde de cães adultos.
O desenvolvimento destas doenças é um processo multifatorial que tem componentes genéticos, ambientais e nutricionais.  Essas anormalidades ortopédicas  primariamente afetam cães de raças grandes, de elevada velocidade de crescimento.  A falta de monitoramento genético cuidadoso pode introduzir ou propagar desordens (displasia, e outras doenças), que são difíceis de eliminar.  O trauma, seja evidente (por ex, atropelamento) ou sutil (peso excessivo), pode afetar negativamente os centros de crescimento e causar doenças ortopédicas (doenças nas angulações da perna, por ex).  O excesso de nutrientes (por ex, excesso na suplementação de cálcio)  freqüentemente amplifica problemas ortopédicos.  Este artigo trata do papel da nutrição em desenvolvimento de doenças em cães jovens.

Nutrição e Doenças Ortopédicas:  

O papel da nutrição é complexo. Taxa de crescimento, nutrientes específicos, consumo de comida e métodos de alimentação todos têm influência.  Raças grandes e gigantes têm maior propensão a estas doenças, presumivelmente devido à elevada taxa de crescimento.  Deficiências alimentares são raras em cães jovens alimentados com rações comerciais.  Os problemas associados ao excesso de alimentação são mais comuns, especialmente se a comida de alta qualidade é associada com minerais, vitaminas e energéticos.  A seguir, discutimos o papel de alguns nutrientes mais críticos no desenvolvimento das doenças ortopédicas

Energia (Calorias):

 A energia  necessária para qualquer indivíduo depende da raça, idade, castração e níveis de atividade. Em geral, filhotes em crescimento requerem duas vezes maior nível calórico que os adultos para a manutenção do corpo, atividade e crescimento.  A necessidade aumenta após o nascimento e se reduz à medida em que o cão cresce e amadurece.  O rápido crescimento em cães de raças grandes e gigantes aumenta o risco.  Um excesso de calorias na dieta pode implicar em uma taxa de crescimento que é muito rápida para o desenvolvimento apropriado do esqueleto e resulta em frequentes doenças nessas raças. Dado que a gordura tem aproximadamente duas vezes calorias que as proteínas ou carbohidratos, uma dieta rica em gorduras nos filhotes é o primeiro fator de risco para o excesso de calorias. 

Excesso de calorias leva ao rápido crescimento.  O excedente sobre as necessidades energéticas do filhote será armazenado como gordura corporal.  O Body Score faz  uma avaliação da condição corporal e da gordura armazenada e dessa forma corrije o excesso de ingestão.  Manter uma condição corporal apropriada durante o crescimento não apenas evita o excesso de armazenagem de gordura corporal, mas também ajuda a controlar o excesso na taxa de crescimento.   Limitar a ingestão ao necessário para manter uma condição esguia não impedirá o cão de desenvolver seu potencial genético  Irá apenas reduzir a ingestão de comida, a produção de fezes, obesidade e reduzirá o risco de doenças ortopédicas.  Os cálculos de calorias ou dosagem de comida podem ser utilizados apenas como guias genéricos ou pontos de partida, a serem  alterados conforme avaliação clínica de cada filhote, pois as necessidades individuais podem variar bastante.  A avaliação física e da condição corporal deve ser feita a cada duas semanas.

 

Proteínas

 

Diferente de outras espécies, o excesso de proteínas não demonstrou ter afetado negativamente o metabolismo do cálcio ou desenvolvimento do esqueleto de cães.  A deficiência de proteína, entretanto, tem mais impacto no desenvolvimento do esqueleto. Em filhotes de dinamarqueses, um nível de 14.6% de proteína (base matéria seca) com 13% das calorias derivadas de proteína pode resultar em redução significativa do peso e concentrações de ureía  e  albumina no plasma . O mínimo adequado de dieta diária de proteínas depende da digestibilidade, aminoácidos, e da disponibilidade das fontes protéicas. Uma ração de crescimento deve contar mais de 22% de proteína e elevado valor biológico.  Os requerimentos de proteína na dieta se reduzem com a idade, para cães normais.

 

Cálcio:

  O nível absoluto de cálcio na dieta, mais do que um desequilíbrio  na taxa de cálcio/fósforo, influencia o desenvolvimento do esqueleto.  Cães jovens de raças grandes alimentados com excesso de cálcio (3.3% s/matéria seca), com fósforo em níveis normais (0.9%) ou elevados (3%, para manter equilíbrio na relação), tiveram aumento significativo na incidência de doenças relacionadas aos ossos.  Estes filhotes aparentemente eram incapazes de se protegerem contra os efeitos negativos do excesso crônico de cálcio. Além disso, ingestão crônica de cálcio aumentaram a freqüência e gravidade de doenças do sistema ósseo. Freqüentemente, os filhotes passam da ração de crescimento para ração de manutenção, como forma de evitar o excesso de cálcio  e doenças ortopédicas.  Entretanto, como alguma rações de manutenção têm nível calórico muito menor que rações de crescimento, o filhote deve consumir mais matéria para atender ao seu nível de requerimento.  Se os níveis de cálcio são similares entre as duas rações, o filhote consumirá mais cálcio quando alimentado com a ração de manutenção. Este caso é exemplificado com um filhote Rottweiler de 15 kg e 15 semanas, macho, que saiu de ração de crescimento contendo,  como base da alimentação, 4.0 kcal/g de energia metabolizável  e 1.35% de cálcio, para uma ração de manutenção de mesmo nível de cálcio, mas com menor densidade energética (3.2 kcal/g).  O filhote precisaria de aproximadamente 1.600 kcal/dia. Para atender a esta necessidade o filhote consumiria aproximadamente 400 g da ração de crescimetno (com 5.4 g de cálcio), contra 500 g da ração de manutenção (ou 6.7 g de cálcio). O trato alimentar que inclui cálcio  e/ou suplementos de cálcio ainda acrescem à ingestão diária. Duas colheres de chá de um suplemento de cálcio típico (calcium carbonate), adicionado à ração de crescimetno do filhote Rottweiller de 15 kg iria mais que dobrar sua ingestão diária de cálcio.  Esta taxa iria superar muito os níveis mostrados para o aumento do risco paa desenvolvimento de doenças ortopédicas.  Um recente artigo resume as necessidades de suplementos de cálcio: “Como virtualmente todas as rações para cães contém mais cálcio que o necessário para atender às necessidades, o uso de suplementos de cálcio certamente é desnecessário.  Agora que os efeitos deletérios do excesso de cálcio foram delineados, podemos dizer que além de não serem necessários, são contra-indicados!” Devido a estes estudos que demonstraram a segurança e adequação de 1.1% de cálcio e a AAFCO tem um mínimo recomendado de 1%, nós recomendamos que os níveis de cálcio para rações de crescimento estejam neste limite para filhotes de risco, sem suplementação. Outros nutrientes: Ácido Ascórbico (vitamina C) é necessário para a hidrólise do colágeno, um componente essencial de ligamentos e ossos. Mas comida destituída de vitamina C administrada a filhotes por 147-154 dias não afetaram o crescimento nem causaram lesões no esqueleto. Ainda não podemos afirmar que suplementação de vitaminas C elimina doenças ósseas nos cães. A suplementação de Vitamina C em porcos elevam os níveis de vitamina C no plasma sem alterações da concentração articular do hydroxyproline.  Estudos similares em cães demonstraram alterações temporárias  das concentrações de Vitamina C no plasma, entretanto, suplementação de longo prazo não aumentou as concentrações muito acima do normal.  Embora a vitamina C seja recomendada, a relação entre a vitamina C e desordens ortopédicas em cães não está comprovada.Vitamina D regula o metabolismo do cálcio e portanto o desenvolvimento do esqueleto nos cães.  Essa absorção do cálcio e fósforo do intestino, aumenta a atividade das células ósseas e influenciam a ossificação e excreção do cálcio.  Diferente de outros onívoros, os cães parecem depender de doses diárias de vitaminas D de platas (D2) ou animais (D3).  Rações comerciais contém de 2 a 10 vezes o nível recomendado de vitamina D. O diagnóstico de deficiência de vitamina D pode ser feito medindo-se o nível de circulação de vitamina D e tamanho de crescimento das placas.  Os casos clínicos de deficiência de vitamina D (rickets) são extremamente raros em animais alimentados com rações comerciais. O crescimento das placas não é associado com redução de cálcio/elevação de fósforo na alimentação, mas é um forte indicador de rickets.  O excesso de vitamina D pode causar hipercalcemia, hiperfosfatomia, anorexia,  polydipsia, polyuria, vômitos, fraqueza muscular, mineralização generalizada dos tecidos, e andar cambaleante.  Para cães em crescimento, a suplementação com vitamina D pode marcadamente gerar distúbios no desenvolvimento normal do esqueleto devido a aumento da absorção do cálcio e fósforo. 

Cobre e zinco são envolvidos no desenvolvimento normal do esqueleto. Suplementação na dieta de cobre em éguas durante os estágios de gravidez, e a suplementação na dieta de potros de 90-180 dias de idade mostrou a redução da freqüência e da severidade do desenvolvimento de lesões na cartilagem.  A deficiência de cobre em cães é associada com despigmentação do pelo, hiperextensão das falanges distais e redução dos níveis de cobre nos pelos, fígados, rins e músculos cardíacos.  Entretanto uma dieta rica em cobre não levou a uma concentração de cobre nos ossos e também uma dieta pobre em cobre não gerou doenças ósseas.Similarmente, estudos de longo prazo sobre a efeitos do zinco na dieta para cães em crescimento e reprodução não demonstraram influência significativa sobre desenvolvimento do esqueleto.  O papel destes dois nutrientes no desenvolvimento de doenças do esqueleto  em cães permanece pouco claro.

Técnicas de alimentação:

 

O perfil de nutrientes da comida e como ela é administrada controlam os fatores de risco para o desenvolvimento de doenças do esqueleto.  Existem três métodos de alimentar cães em crescimento: Livre escolha (ad libitum), limite por tempo e limite por quantidade.

 

Alimentação à livre escolha

É a técnica mais fácil e pode reduzir  comportamentos anormais tais como latir durante a alimentação. Também pode reduzir o tédio, animais tímidos podem ter menos competição durante a alimentação, a coprofagia pode ser reduzida, e freqüentes refeições pequenas podem resultar em nível de nutrientes e hormônios mais constante na corrente sanguínea.  As desvantagens do método incluem desperdício de comida, apenas formas secas de ração podem ser usadas, e a competição e tédio podem estimular a superalimentação.  A desvantagem mais séria é o aumento do risco de desenvolvimento de doenças ortopédicas pelo sobre-consumo nas raças grandes e gigantes. Em geral, esta técnica é contra-indicada para cães de risco até que tenham alcançado maturidade do esqueleto (cerca de 12 meses de idade ou pelo menos 80-90% do peso adulto).

 Alimentação com Tempo-Limite 

Pode ser utilizada para a maioria das raças grandes e gigantes.  Tornar a comida disponível por um certo período de tempo, duas a três vezes por dia, pode ajudar a controlar a ingestão  e auxiliar na disciplina de cães jovens.  O proprietário interage com o filhote durante este tempo e pode observar sua condição geral e comportamento.  Isso pode levar a detecção mais rápida de problemas de saúde.  Uma rotina de alimentar o filhote e depois levá-lo a um ambiente aberto pode ajudar o treinamento através da exploração dos reflexos gástricos.

Alguns pesquisadores propuseram que filhotes alimentados com limitação de tempo consumiram menos alimento, tiveram taxas de crescimento ligeiramente reduzidas, mas atingiram o mesmo tamanho adulto e massa corporal mais “enxuta” quando comparados com filhotes alimentados à vontade.   Outros estudos mostraram que alimentação durante 15 minutos duas vezes ao dia não resultou em redução na ingestão de comida quando comparado às outras técnicas.    Muitas variáveis (ex, raça, temperamento, educação, etc), influenciam estes resultados e explicam as diferentes conclusões.  Se a técnica de restrição do tempo é utilizada, períodos de 5-10 minutos (três vezes ao dia no primeiro mês após o desmame, até duas vezes ao dia) pode ser utilizada para reduzir a ingestão de comida em alguns filhotes.  

Técnica da Limitação de Comida

Este método significa oferecer uma quantidade de comida  estimada com base em cálculos de energia (calorias) necessária ou como recomendado pelo fabricante.  Uma vez que a necessidade de calorias foi calculada (Kcal/dia), divida este número pela densidade energética da comida (kcal/porção), para determinar o número de porções por dia.  Deve-se lembrar que estes cálculos e a recomendação do fabricante são apenas pontos de partida. A avaliação dos filhotes em crescimento e ajustes na comida oferecida são cruciais.  Cães de raças grandes e gigantes tem uma curva muito acelerada de crescimetno e suas necessidades podem variar muito em curtos períodos de tempo. Estes filhotes devem ser pesados, avaliados e a quantidade de comida ajustada pelo menos a cada 2 semanas. A maioria dos estudos demonstrou os benefícios de limitar a ingestão de comida, com 25-30% de redução na ingestão em comparação com filhotes alimentados à vontade. Infelizmente, esta não é uma abordagem muito prática para filhotes alimentados em ambiente doméstico.  

Avaliação de métodos de alimentação e  Escala da Condição Corporal:

 A despeito do perfil de nutrientes  e de como a comida é administrada, o critério final para avaliação apropriada deve ser a condição física do filhote.  A única forma de reduzir os fatores de risco de nutrição inadequada é avaliar a quantidade de comida para assegurar o crescimento enxuto e saudável.  Nós recomendamos que filhotes de risco sejam avaliados a cada 2 semanas.  

Uma condição de sub-peso é caracterizada como 2 na escala.  As costelas são facilmente apalpáveis com reduzida camada de gordura.  A base da cauda tem estrutura óssea proeminente e com poucos tecidos entre a pele e o osso.  As proeminências ósseas são facilmente sentidas com camada mínima de gordura. Em animais acima de 6 meses, existe a  barriga  quando vistos de lado e uma forma bem marcada de ampulheta quando vistos de cima.

 

A condição ideal de um filhote é:  As costelas são apalpáveis com fina camada de gordura entre a pele e ossos. As proeminências ósseas podem ser sentidas com camada significativa de gordura. Em animais acima de 6 meses, existe uma barriga quando vistos de lado e cintura bem proporcionada quando vistos de cima.

 

sobre-peso: As costelas são difíceis de sentir com camada moderada de gordura.  A raiz da cauda é larga e com moderadas quantidades de tecido entre a pele e os ossos.  As estruturas ósseas ainda podem ser sentidas. As proeminências podem ser cobertas por moderada camada de gordura.  Em animais acima de seis meses, a barriga não é destacada quando vistos de lado.  A parte traseira do animal é ligeiramente aumentada quando vistos de cima.

 

Uma condição de obesidade é assim definida:  As costelas são difíceis de sentir sob uma pesada camada de gordura.  A base da cauda aparece aumentada e difícil de ser encontrada sob a gordura.  As pontas de ossos são recobertas com camada mais espessa de gordura.  Em animais com mais de 6 meses, existe uma grande barriga e nenhuma cintura quando vistos de lado.  A parte traseira é significativamente mais larga quando vistos de cima.

 

Conclusão:

 

Cães grandes e gigantes são os mais susceptíveis ao desenvolvimento de doenças do esqueleto.  A genética, ambiente e nutrição desempenham papéis-chave.  Nutricionalmente, a taxa de crescimento, consumo de comida, nutrientes específicos e métodos de alimentação influenciam nossa habilidade para otimizar o desenvolvimento do esqueleto e minimizar as doenças ósseas.  Maximizar a taxa de crescimetno em cães em crescimento não significa tamanho máximo em adultos. Entretanto, aumenta o risco de doenças do esqueleto. A fase de crescimento de 3 a 6 meses, e possivelmente as fases antes do desmame, são vitais para a integridade do esqueleto.  As raças grandes e gigantes precisam ser limitadas em sua habilidade em cooptar com excesso de minerais, tais como cálcio.

 

A super-nutrição derivada de super-consumo e suplementação aumenta a freqüência de doenças ósseas.  Calorias e cálcio  são os nutrientes que causam maior preocupação.  Freqüentemente, os proprietários oferecem rações muito palatáveis, muito calóricas e mudam para rações de manutenção tentando reduzir o desenvolvimento de desordens.  Como demonstrado, esta prática pode piorar a ingestão de cálcio.  Não é importante  oferecer a ração apropriada, mas oferecer a ração apropriadamente.

 

O nível de calorias (basicamente de gorduras) e cálcio são nutrientes conhecidos como fatores de risco, deveriam estar próximo aos requerimentos mínimos.  Atender mas não exceder os níveis requeridos para estes nutrientes assegura aos filhotes crescimento apropriado ao mesmo tempo que minimizam os fatores de risco para doenças ósseas e articulares.

 

Apenas este gerenciamento nutricional não controlará completamente o desenvolvimento de doenças. Estas podem ser influenciadas pelo crescimento, técnicas de alimentação e perfil de nutrientes.  As deficiências nutricionais são de mínima preocupação nesta idade com relação a rações comerciais para cães em crescimento.  O potencial para danos está na super-nutrição derivada do excesso de consumo e suplementação.

 


Carijó do Passo do Trem

 

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