Dorso Carpeado  
     
 

 

DORSO CARPEADO 

Não encontrei ainda uma literatura com um embasamento sólido referindo-se ao dorso carpeado no Fila Brasileiro, não sei se tal falta é menos comum no Fila.
Em uma breve pesquisa o que pude captar destes problemas gostaria de compartilhar com vcs, caso conheçam algo mais específico entrem em contato.
O dorso carpeado, assim como o dorso selado, é também uma falta na grande maioria das raças, inclusive no Fila.Enquanto o dorso selado apresenta um formato côncavo da linha superior (extremidades mais elevadas que o centro), chamado por alguns também de “lordose”, o dorso carpeado apresenta a linha superior com um formato convexo (centro mais elevado que as extremidades), chamado por alguns também de “xifose”.
Está na rede. Uma associação da xifose em CAVALOS mostra que : “A ação traumática indireta pode acontecer nos grandes esforços de contração e extensão de certos grupos musculares, ultrapassando a capacidade das fibras em se contrair e relaxar. A miosite pode ser ainda observada como uma forma de cansaço ou fadiga muscular, como resultante do trabalho intenso e contínuo dos músculos em um cavalo sem condicionamento. O trabalho muscular contínuo em um animal sem condicionamento físico, leva a musculatura a trabalhar em condições anaeróbicas, liberando ácido lático, que leva ao quadro do "mal da segunda feira". O andar do animal é desajeitado, quando consegue caminhar, com passos curtos e coluna encurvada (xifose).”
É bom explicar que o chamado "mal da segunda feira" é devido aos cavalos que são bastante utilizados nos finais de semana como em sítios , pousadas e hotéis e não aqueles utilizados na lida semanal.
É interessante observar que já percebi em algumas cadelas este quadro logo após o parto de uma grande quantidades de cachorrinhos (exatamente após o esforço de contração e extensão), mas na maioria das cadelas o restabelecimento é normal. Quando permanecem as seqüelas, elas derivam desta “ação traumática” e não de hereditariedade, mas é evidente a existência de cães que trazem naturalmente esse defeito, classificado como falta em algumas raças e por isso mesmo desconselhável o acasalamento destes.
Por isso a importância do pleno reestabelecimento da cadela principalmente para uma nova cobertura.
Outra observação é em cães com um quadro inflamatório grave quando as dores e a medicação geram uma inapetência emagrecendo e afinando os cães e as contrações, devido as dores, acabam gerando essa aparência. 

Em alguns casos o fato do cão possuir uma garupa longa dá a impressão do dorso ser carpeado. Este é o caso do Pit Bull cujo padrão contém a seguinte observação:
“observe sua traseira. Esta é o propulsor de qualquer quadrúpede. Oitenta por cento do trabalho de um cão de combate é executado pelos quadris e patas traseiras. Uma garupa longa e descendente é da maior importância, pois seu comprimento é o que permite que o fêmur funcione como uma alavanca. Esta garupa longa dá ao cão um aspecto ligeiramente carpeado - daí o tão comentado porte baixo da cauda. A pelve e os posteriores devem ser largos, proporcionando uma ampla superfície para inserção dos glúteos e dos biceps femoris - os principais propulsores desta máquina.” 

Então, a importância de diferenciar um cão de garupa longa de um cão com o dorso carpeado, um cão que traz essa característica de gerações e um cão que está passando por uma "ação traumática" momentânea.

Darilton
fila@passodotrem.com.br